A Via Sacra Ecológica da CNBB: Uma desvirtuação da tradição católica

03/04/2025
Ilustração: Meta AI
Ilustração: Meta AI

A Campanha da Fraternidade 2025, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), apresentou uma novidade que gerou controvérsias entre os fiéis: a Via Sacra Ecológica. Em vez de seguir a tradição de refletir sobre os sofrimentos de Jesus Cristo, essa nova abordagem busca conscientizar os fiéis sobre a importância da ecologia. Ou seja, um assunto mundano que não tem nada a ver com uma reflexão séria sobre os sofrimentos de Jesus para a salvação das almas.

A Via Sacra, ou Caminho da Cruz, é uma tradição cristã que remonta à Idade Média. Ela consiste em uma série de estações que representam os eventos que precederam a crucificação de Jesus. A prática da Via Sacra visa levar os fiéis a meditar sobre os sofrimentos de Cristo, promovendo uma reflexão profunda sobre a Paixão e a redenção humana. Essa prática é um elemento fundamental da espiritualidade cristã, especialmente durante a Quaresma.

A substituição da Via Sacra tradicional pela Via Sacra Ecológica pode ser vista como uma tentativa de adaptar a mensagem cristã aos desafios contemporâneos. No entanto, essa abordagem levanta preocupações sobre a diluição da essência teológica da Via Sacra. A ecologia, embora seja uma questão importante e urgentemente necessária, não é o foco central da fé cristã. A mensagem de salvação e redenção através de Jesus Cristo é o núcleo da teologia cristã.

Além disso, a Via Sacra Ecológica pode ser percebida como uma forma de secularização da fé, onde questões temporais e políticas são colocadas acima dos aspectos espirituais e teológicos. Isso pode levar a uma perda de identidade e propósito dentro da comunidade católica, tornando a fé menos relevante e menos atraente para aqueles que buscam uma conexão mais profunda com a divindade.

O foco na ecologia em detrimento da Paixão de Cristo

Uma das principais críticas à Via Sacra Ecológica é o desvio do foco central da Via Sacra tradicional: a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Ao invés de meditar sobre os sofrimentos de Cristo e o significado redentor de seu sacrifício, a proposta da CNBB direciona a reflexão para questões ecológicas, como o cuidado com a criação e a preservação do meio ambiente. Não dá nem para acreditar que isto tenha vindo de bispos que se dizem católicos.

A .instrumentalização da fé para fins seculares

Alguns críticos argumentam que a Via Sacra Ecológica instrumentaliza a fé cristã para fins seculares, utilizando a devoção popular como ferramenta para promover uma agenda ambiental. Essa abordagem, segundo eles, dilui o significado espiritual da Via Sacra e a reduz a um mero instrumento de ativismo ecológico. Ou seja; estão se aproveitando da boa fé do povo para colocar assuntos mundanos em relevo acima da espiritualidade.

A perda da centralidade de Cristo na devoção

A Via Sacra tradicional é uma devoção cristocêntrica, que coloca Cristo no centro da meditação e da oração. Ao diluir essa centralidade, a Via Sacra Ecológica corre o risco de desviar os fiéis da verdadeira essência da fé cristã: o amor e a entrega de Jesus Cristo pela salvação da humanidade. Muitas pessoas muito simples, que não tem discernimento para entender quem são os bispos da CNBB, podem aderir as estas ideias erradas acreditando que estão obedecendo à Igreja.

A importância da Via Sacra tradicional

A Via Sacra tradicional é uma devoção rica em significado espiritual, que convida os fiéis a meditar sobre os sofrimentos de Cristo e a renovar seu compromisso de seguir seus ensinamentos. É importante preservar essa devoção em sua forma original, para que ela continue a ser uma fonte de inspiração e fortalecimento da fé para os católicos.

É lamentável que estes bispos que passaram sua vida inteira paga com os recursos da Igreja, usem de tanta má fé e traição levando milhares de pessoas ao erro. Estes são os verdadeiros lobos em pele de cordeiro no meio do rebanho de Cristo, tentando a todo custo desviar a reflexão e devoção ao Senhor para coisas estritamente mundanas. (Redação: Vida e Fé Católica) (Fonte de informações: Centro Dom Bosco)

Nestes tempos sombrios de turbulência espiritual e moral que estamos passando, voltemos a nos concentrar no problema da moda; um problema que pode parecer acidental do ponto de vista da teologia. Mas, ao contrário, como explicam os moralistas, é de suma importância para si mesmo e para os outros. De fato, de uma moralidade decente ou indecente...

"E fez com que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, se colocassem uma marca na mão direita ou na testa; e que nenhum homem deveria ser capaz de comprar ou vender, exceto aquele que tinha a marca, ou o nome da besta, ou o número de seu nome. (Revelação 13:16-17)