Tradição Apostólica vs. Sinodalidade Moderna

21/03/2025

O Papa deve transmitir o depósito da Fé, não mudá-lo, porque ele é o Vigário de Cristo; não é Deus. Portanto, não pode derrogar o que Deus inspirou e transmitiu a São Pedro. A Igreja Católica, ao longo de sua história bimilenar, tem sido a guardiã da fé apostólica, transmitindo os ensinamentos de Jesus Cristo através da Sagrada Escritura e da Tradição. No entanto, nos últimos tempos, a Igreja tem se deparado com desafios internos, com a ascensão de uma nova doutrina baseada na sinodalidade, que levanta questões sobre a preservação da fé tradicional.

A Tradição Apostólica: Um Legado Inegociável

A doutrina católica tradicional, transmitida pelos apóstolos e mantida através dos séculos, é um tesouro inestimável que deve ser preservado. Ela é a base da nossa fé, o alicerce sobre o qual a Igreja foi construída. A Tradição Apostólica, juntamente com a Sagrada Escritura, constitui o depósito da fé, que deve ser protegido de qualquer tentativa de alteração ou relativização.

A Sinodalidade: Uma Inovação Questionável

A nova doutrina da sinodalidade, proposta pelo Papa Francisco, busca promover uma maior participação dos leigos e até mesmo de não crentes nas decisões da Igreja. Embora a intenção possa ser louvável, essa abordagem levanta sérias preocupações. A Igreja sempre foi governada por seus pastores, os bispos, sucessores dos apóstolos, que receberam de Cristo a autoridade para ensinar, santificar e governar o povo de Deus. A sinodalidade, ao diluir essa autoridade, corre o risco de comprometer a unidade da Igreja e a fidelidade à doutrina tradicional.

A Autoridade do Magistério: Um Pilar da Fé

A Igreja Católica, ao longo dos séculos, sempre defendeu a autoridade do Magistério, ou seja, o ensinamento dos papas e dos bispos em comunhão com o Papa. Essa autoridade é essencial para garantir a unidade da fé e a fidelidade à Tradição Apostólica. A nova doutrina da sinodalidade, ao questionar essa autoridade, abre caminho para a confusão e a divisão.

A Defesa da Verdade: Um Dever da Igreja

A Igreja Católica tem o dever de defender a verdade, mesmo que isso signifique ir contra a corrente do mundo. A nova doutrina da sinodalidade, ao buscar agradar a todos, corre o risco de diluir a verdade e de comprometer a missão da Igreja. A Igreja não pode se render às pressões do mundo, mas deve permanecer fiel à sua missão de anunciar o Evangelho e de defender a fé.

Igreja sinodal: com os princípios protestantes

A igreja sinodal em tudo se assemelha à igreja protestante. Uma igreja onde leigos dão o comando e não a hierarquia. Uma igreja voltada para o mundo, sem o menor respeito aos ensinamentos do Jesus. Uma igreja permissiva. As igrejas protestantes mostram claramente a falta de unidade, uma diz uma coisa e outra diz outra contrária. Isto portanto, não é coisa do Espirito Santo, que diz a verdade através dos séculos à verdadeira Igreja Católica. O Sínodo da sinodalidade segue este mesmo caminho de ambiguidades, característico das igrejas protestantes. Cabe lembrar que o sonho de Lutero era destruir a Santa Igreja Católica. Agora, a igreja sinodal apresenta todas as características da igreja de Lutero.

A questão moral e a sinodalidade: Leigos despreparados

Como é sabido, a sinodalidade conta com a participação de leigos de onde vem grande perigo sobretudo nas questões morais. Ora, se em nossos dias nem todos bispos possuem a verdadeira fé católica, imagine-se leigos que vivem no mundo, tão habituados com a imoralidade que já nem a percebem. Portanto, a opinião destes, salvo exceções, é questionável. A questão política e ideológica propagada por estes, também pode ser de grande prejuízo. Em recente entrevista, monsenhor Schneider afirmou: "que a ordem natural estabelecida por Deus "não está à disposição de um Sínodo ou de um Papa".

Sinodalidade e o papa: todos sabem de que lado está

É mais que comprovado que o Papa Francisco é total adepto do progressismo e inclusive principal articulador das ideias da sinodalidade. Tem demonstrado grande aversão aos tradicionalistas, sendo a Santa Missa Tridentina um dos itens mais perseguidos por este pontificado. Grande número de padres e bispos foram expulsos de suas dioceses e vários até excomungados sem nenhum direito a defesa, apenas pelo fato de ser tradicionalista. Bispos sem nenhuma capacidade administrativa, ou qualidades referentes à santidade e a vida de fé, foram nos últimos anos transformados em cardeais, apenas porque são progressistas das piores espécies e portanto, falam a mesma língua do atual pontificado.

A Importância da Tradição: Um Guia Seguro

Em tempos de incerteza e confusão, a Tradição Apostólica é um guia seguro para a Igreja. Ela nos lembra de nossas raízes, de nossa identidade e de nossa missão. A Tradição nos ensina que a Igreja não é uma instituição humana, mas sim divina, fundada por Jesus Cristo e guiada pelo Espírito Santo. Assim, todo católico que verdadeiramente quer salvar sua alma, deve ater-se à fé tradicional, passando longe do progressismo sinodal. Para isto, pode recorrer a alguns itens que ainda existem em nosso tempo sempre que possível. Enumeramos alguns: Frequentar a Santa Missa tradicional (tridentina), usar o Catecismo Romano (de Trento), ou no mínimo o Catecismo de São Pio X, ser frequente à oração, incluindo o terço, ler os santos, manter-se afastado o máximo possível das atrações do mundo. Não esquecer os Novíssimos, a caridade e a confissão frequente.

A Necessidade de Discernimento: Não há como aceitar algo contra a tradição

Entendemos que na tradição da Igreja, esteve sempre a presença do Espirito Santo. Portanto, a Igreja de sempre nos indica as verdades revelados por Deus. Fica portanto impossível a reconciliação da Igreja de sempre com a igreja sinodal criada por Francisco. Pois se a Igreja tradicional teve o respaldo do Espírito Santo através dos séculos, o mesmo Espirito, não poderia agora falar uma outra língua, ou seja, inspirar coisas que são diretamente contrárias as anteriormente inspiradas. Não tem nenhuma lógica o Espirito Santo ter passado dois mil anos mostrando os fatos de uma maneira, e agora, sem mais nem menos, mudar tudo. Deduz-se com muita clareza que igreja sinodal não é igreja do Espirito Santo. De quem será então? (Redação: "Vida e Fé Católica")

Em um artigo publicado há dois dias, Alejandro Bermúdez afirmou que "o Vaticano abre as portas para a mudança de sexo". Com isso, ele quis dizer que o cardeal Víctor Manuel Fernández recentemente tentou transformar em "doutrina" uma "palestra controversa que ele deu na Alemanha sobre mudança de sexo".

Ultimamente é muito comum ouvir declarações sobre o direito à liberdade religiosa que misturam conceitos e o confundem com a natureza quase obrigatória de um pluralismo religioso que deixa todas as religiões, cristãs e não cristãs, em um nível de paridade. Para alguns católicos, essa tendência levanta dúvidas e, em outros, uma justa indignação. ...